13 de mai de 2013

Não leia, é muito pequeno


Não sei quantas pessoas existem no mundo que causam frustração a outras. Não tenho ideia de quantas pessoas fazem isso por prazer. Muitas fazem tirando a vida de estranhos ou até parentes, causando um sofrimento eterno aos que ficam.  São frustrações incontestáveis.
Mas eu conheço, uma, dessas pessoas. Nesse caso não se trata de alguém que tirou a vida de alguém por meio de violência física, mas se trata de alguém que tenta sob tortura psicológica roubar a vida de várias pessoas, especialmente parentes. Por admiráveis, puro prazer. Deleite físico, falta absoluta de emoção. Desamor indiscutível.
Dar só para imediatamente tirar, essa é a ação. Essa pessoa tem a capacidade de causar na vítima emocionalmente normal, a confusão entre o amor e a dúvida em como pode um genitor causar conscientemente essa dor. O que se tira, torna-se menor, seja um chiclete ou um castelo, a dor está no jogo, na frustração e nessa confusão emocional. Pois, depois da morte, a dor dessa dúvida é a maior. Sim, o jogo é material, mas com consequências emocionais praticamente incuráveis. Deixam marcas para sempre, mesmo que as vítimas tentem manter uma vida normal.
A tirania dessas práticas está também na impercepção geral, exceto para as próprias vítimas.
A dor não é infinita, infinita é a lembrança da dor. E esse infinito de dores são incontáveis vezes repetidas, incansáveis ao malvado e insuportáveis por sua “amada” vítima.
Eu estou longe agora, depois de conseguir sobreviver,  mas de outra forma e através das minhas crias, muito perto, assim o machucado continua, ainda magoa.
Mas essa criatura não merece tanta atenção, quem maltrata o coração de um filho só merece o escuro, o silêncio e pelo menos uma única dor na vida.
Mesmo não podendo desejar o mal a alguém, erro mesmo assim, por doer à dor de quem amo e ainda não pode e não consegue se defender. São palavras de descrição de um pedacinho do que guardamos pra um dia resolver em nossas vidas. Essas palavras não merecem nenhuma foto, imagem música ou cor.